Um estúdio alemão, um oitavo andar em Nova York e um programa de rádio noturno em Detroit. Como a música eletrônica virou música de pista entre 1974 e 1988.
Entre 16 de outubro e 13 de dezembro, a agenda reúne cinco festivais de música e uma convenção de cultura pop. Lidos lado a lado, os cartazes repetem nomes, e a repetição conta como o circuito funciona.
Kikito de melhor documentário em Gramado, o filme de Susanna Lira chegou aos cinemas em 3 de setembro e conta a trajetória do compositor sem ninguém falando por ele.
O oitavo álbum de estúdio de Simon Green saiu em 11 de setembro pela Ninja Tune, com sessões entre Los Angeles, Tóquio, Londres e o rancho de Neil Young, na Califórnia.
Em “Loopcínio Rodrigo, Vol. 1”, lançado em 16 de setembro, o rapper paulista assina todos os beats, construídos sobre samples, e deixa as rimas com 16 MCs de seis estados.
Entre 1992 e 1994, Dr. Dre, Snoop Dogg e Warren G reprocessaram discos de funk e soul de uma ou duas décadas antes e fizeram deles o som da Califórnia. O método ficou; o contexto também precisa ficar.
Entre o fim dos anos 1980 e os anos 1990, DJs e produtores de Memphis gravaram em casa, venderam fitas na janela do clube e viram cópias piratas levarem o som para fora da cidade. A fita cassete não foi só o suporte: foi parte da estética.
Um estúdio alemão, um oitavo andar em Nova York e um programa de rádio noturno em Detroit. Como a música eletrônica virou música de pista entre 1974 e 1988.
Segundo a Luminate, até no gênero mais puxado por lançamentos, dois terços da escuta vão para faixas com mais de 18 meses. O que falta ao ouvinte não é memória. É contexto.
No pico de junho, faixas geradas por IA passaram da metade dos envios diários de uma plataforma de streaming. A discussão que importa é sobre crédito, licença e rótulo.
Em setembro, a Gap fechou com uma boy band para produzir série, turnê e coleção, e a Coach juntou quatro artistas, a Spotify e um ônibus que vira palco. A música deixa de ser trilha de comercial e passa a ser o centro da campanha.
No Trocadéro, Charlotte Gainsbourg canta ao vivo no fecho do verão 2027 de Anthony Vaccarello, numa noite quase toda em ouro e cercada de rumores sobre o futuro do estilista na casa.
De 15 a 29 de outubro, depois de uma abertura para convidados com filme de James Gray no dia 14, o festival de cinema de São Paulo ganha sala e exposição no Solar Fábio Prado e traz filmes restaurados de Artavazd Pelechian, em que a música ocupa o lugar do diálogo.
Kikito de melhor documentário em Gramado, o filme de Susanna Lira chegou aos cinemas em 3 de setembro e conta a trajetória do compositor sem ninguém falando por ele.
A Apple abriu em Londres uma casa para 600 pessoas com 48 alto-falantes em volta da plateia, dois estúdios de gravação e uma sala de transmissão. Elton John fez o primeiro show em 28 de setembro.
Universal e Sony processam de novo a plataforma de música por IA. Agora o alvo é o modelo que a empresa diz ter treinado do zero, e o que ele pode ter herdado dos modelos antigos.
Nas noites de 16 e 17 de outubro, o festival potiguar junta samba, rap, reggae e pop em Natal, com Zeca Pagodinho, Marina Sena, Emicida e Gaby Amarantos.
Em Itaipava, na serra de Petrópolis, o festival ocupa o Parque de Exposições de 30 de outubro a 1º de novembro e de novo de 6 a 8 de novembro, com Jorge Ben Jor, Paulinho da Viola, M.I.A. e Jorja Smith.
De 3 a 6 de dezembro, a convenção junta cinema, séries, quadrinhos, anime, cosplay e música em seis palcos e numa área dedicada a artistas de quadrinhos.
A terceira edição paulistana do festival nascido em Barcelona acontece em 5 e 6 de dezembro, com estreias de FKA twigs, Yung Lean e CMAT na América Latina.
Fundada em 2024 por Máuhan M. Zonoozy, ex-chefe de inovação do Spotify, a startup faz aplicativos para mexer nas faixas, e não só para ouvir. Dawn Ostroff, ex-executiva do Spotify, entrou como conselheira.
A rodada, liderada pela Future Ventures, mira a IA de voz em geral. Para a música, o que conta é a ferramenta lançada em junho, que avalia voz e instrumental em separado, a cada quatro segundos.
Na edição de setembro, o festival incluiu na compensação o deslocamento de quem foi à Cidade do Rock. Nos Estados Unidos e no Reino Unido, é nesse trecho que está a maior parte da pegada da música ao vivo, segundo um estudo do MIT.
Em dois anos, a indústria do vinil mediu, corrigiu e mediu de novo a pegada de um LP. O número caiu, a promessa do PVC de origem biológica encolheu e a prensagem por injeção entrou em cena.
Produtora, selo e direção artística em São Paulo. Conheça nossos serviços, artistas, rádio e lançamentos. Esta seção reúne o conteúdo da casa, identificado e separado do jornalismo da revista.
Imagem de referência; não retrata instalações nem projetos da Puressência. Foto por Zhengyang TIAN / Pexels
Imagem de referência; não retrata instalações nem projetos da Puressência. Foto por TStudio / Pexels
Da casa · Puressência Produtora
Som e imagem para o seu próximo projeto.
A Puressência cuida do som; o estúdio A.MOTION, da imagem em movimento. Conte o que você quer produzir para receber uma proposta com escopo por escrito.
Filme conceitual criado com IA · direção criativa André BoliveiraFilme silencioso e conceitual; não documenta instalações, equipamentos, artistas ou sessões reais.Prince Andre. Foto: arquivo da casa.
Em 10 de fevereiro de 2023, Da Da On, de Ali Love & Prince Andre, saiu pela Hot Creations, catálogo HOTC204: rimas em português, versão original e dub, no digital e em vinil 12".